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Como montar um plano alimentar: passo a passo para nutricionistas

Nutricionistas Atualizado em · 2 min de leitura

Para montar um plano alimentar: estime o gasto energético e defina as calorias pelo objetivo; defina a proteína (1,6 a 2,2 g/kg para quem treina), a gordura (0,5 a 1,5 g/kg) e complete com carboidrato (pelo menos 3 a 5 g/kg para musculação); distribua em refeições que caibam na rotina do paciente; ofereça substituições equivalentes; e entregue de forma que ele consiga consultar no dia a dia. Os números são o ponto de partida; o ajuste vem nos retornos.

Em resumo

  • Calorias pelo objetivo, a partir do gasto estimado.
  • Proteína 1,6 a 2,2 g/kg; gordura 0,5 a 1,5 g/kg; carboidrato no restante (Iraki, 2019).
  • Refeições que cabem na rotina, com proteína distribuída (~0,4 g/kg por refeição).
  • Substituições equivalentes aumentam a adesão.
  • Plano acessível no celular; ajuste nos retornos.

O plano alimentar é onde a consulta vira rotina para o paciente. Um bom plano bate os números do objetivo e, ao mesmo tempo, cabe no dia a dia dele. Os passos abaixo são a intervenção do Processo de Cuidado em Nutrição, que vem depois da avaliação e do diagnóstico.

Passo 1: calorias

Estime o gasto energético do paciente e ajuste pelo objetivo:

ObjetivoAjuste de referência
Ganhar massaSuperávit de ~10% a 20% (Iraki e colegas, 2019)
ManterCalorias do gasto estimado
Perder gorduraDéficit para 0,5% a 1% do peso por semana (Helms e colegas, 2014)
Grátis Calculadora de TMBEstime a taxa metabólica basal do paciente

Passo 2: macronutrientes

Para quem treina (Iraki e colegas, 2019):

MacroReferência
Proteína1,6 a 2,2 g/kg por dia
Gordura0,5 a 1,5 g/kg por dia
CarboidratoO restante das calorias, pelo menos 3 a 5 g/kg
Grátis Calculadora de macrosCalcule os macros a partir das calorias

Passo 3: refeições

  • Número: o que cabe na rotina, geralmente 3 a 6.
  • Proteína distribuída: cerca de 0,4 g/kg por refeição, em pelo menos 4 refeições para quem treina (Schoenfeld e Aragon, 2018).
  • Treino: uma refeição com proteína e carboidrato antes e outra depois.

Passo 4: substituições

Substituições por equivalência aumentam a variedade e a adesão. Pela Tabela TACO, 40 g de carboidrato estão em cerca de 140 g de arroz branco cozido, 220 g de batata-doce ou 155 g de arroz integral. Veja batata-doce ou arroz.

Grátis Conversor de medidas caseirasConverta gramas em medidas caseiras

Passo 5: entrega

O plano precisa ser fácil de consultar no dia a dia: refeições com horário, quantidades em gramas ou medidas caseiras, substituições visíveis e orientações curtas. PDF no WhatsApp funciona, mas se perde na conversa e vira uma versão nova a cada ajuste.

Passo 6: ajuste

Os números são o ponto de partida. O ajuste vem nos retornos, comparando medidas e adesão. Veja retorno de consulta.

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Perguntas frequentes

Por onde começar o plano alimentar?

Pela avaliação: objetivo, rotina, preferências, exames e gasto energético estimado. Os números vêm depois de conhecer o paciente.

Quantas refeições colocar?

As que cabem na rotina do paciente, geralmente de 3 a 6. Para quem treina, distribuir a proteína em pelo menos 4 refeições ajuda (Schoenfeld e Aragon, 2018).

Plano com gramas ou medidas caseiras?

Os dois funcionam. Medidas caseiras costumam ser mais fáceis para o paciente; gramas são mais precisas. Muitos planos usam os dois.

Como fazer substituições?

Por equivalência de macronutrientes: trocar arroz por batata-doce ou mandioca na quantidade que dá o mesmo carboidrato, por exemplo. Veja batata-doce ou arroz.

Fontes

  1. Iraki e colegas. Nutrition Recommendations for Bodybuilders in the Off-Season: A Narrative Review. Sports, 2019
  2. Helms, Aragon e Fitschen. Evidence-based recommendations for natural bodybuilding contest preparation: nutrition and supplementation. JISSN, 2014
  3. Schoenfeld e Aragon. How much protein can the body use in a single meal for muscle-building? Implications for daily protein distribution. JISSN, 2018
  4. CFN. Manual de Padronização Internacional de Cuidado em Nutrição (Processo de Cuidado em Nutrição)
  5. NEPA/Unicamp. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO), 4ª edição, 2011

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